Apresentação
O
presente texto pretende refletir sobre o projeto artístico “O Gosto de Platão”
um vídeo instalação apresentado no 530 Cometa Cenas. Essa obra
surgiu inspirado em “O Banquete” de Platão e pretendia repassar ao público uma
visão particular da experiência e do contato com esse material.
O
trabalho consiste em um vídeo de cinco minutos que expande a visão e reflexão a
cerca principalmente dos temas da sedução e da comida. Sendo abordados em uma
perspectiva provocativa em contra ponto
ao modo como esses temas são tratados por Platão no livro supracitado, e
segundo uma perspectiva pessoal da artista em relação ao contato com o texto.
Sucintamente
a narrativa do livro aborda uma reunião na casa de Ágaton, que está comemorando
a sua primeira vitória no festival grego com uma Tragédia. Para o evento são
convidados: Aristodemo, Sócrates, Fedro, Pausânias, Erixímaco, Aristófanes e
Alcebíades. Em meio a comemoração tanto a comida, como a flautista são
excluídas. Os presentes começam então a fazer exposições sobre o que cada um
considera sobre Eros, o amor.
No percurso da disciplina Tópicos Especiais em
Artes Cênicas foram realizados estudos e reflexões sobre o texto e o autor.
Como também das provocações e discussões realizadas com a turma e com o
professores durante as aulas. A reflexão teórica a que me proponho irá
apresentar a discussão conceptual e a discussão da realização e produção.
O
primeiro apresentará e refletirá brevemente sobre os estudos realizados sobre o
texto que Platão que levaram aos motes que embasaram o projeto. Será composta
de explicações mais relacionadas as ideias que se associam ao que foi
realizado. Além de outras referências teóricas que acompanharam e se agregam
aos meios utilizados no desenvolver do trabalho. Na sequência almejo explicitar
os percurso da realização do vídeo instalação. Discorrerei sobre as etapas que
envolveram o processo, com seus desafios e conquistas.
No
final serão levantadas as conclusões sobre essa experiência realizada. Nesse
momento são apresentas as ponderações acerca do trabalho teórico e prático
realizado.
Discussão conceptual
Inicialmente
foi realizado a leitura de O Banquete
em duas edições. Uma com a tradução de D. Schuller da editora LP&M, e a
edição com tradução de Maria Tereza Nunes Schiappa de Azevedo, Edições 70.
Iniciei
com a leitura da primeira edição, que adiante também foi a versão utilizada nas
cenas do vídeo. Neste livro a estrutura textual é interrompida, o tradutor
aproxima-se do neologismo, contudo a escrita aproxima-se mais da fala. O
contato com segunda obra foi mais utilizado no trabalho considerando que a
introdução e as notas contribuíram para a reflexão e embasamento teórico do
projeto. A segunda tradução
é no idioma de Português de Portugal. O texto
está organizado de modo mais literário, menos falado, e possui mais fluxo de
leitura que o anterior.
A
tradutora e pesquisadora M.T.N. Schiappa de Azevedo na apresentação do livro
discute sobre a questão do “Symposion”. Segundo duas definições os Atenienses
consideravam um “Symposion” composto por duas partes, a primeira com o jantar,
definição mais próxima da compreensão do significado de banquete que mais nos
remetemos. O segundo momento seria a bebida, que consistiria mais próximo do
simpósio, em que os convidados iriam beber e escolher um tema para realizarem
exposições a respeito. Por fim, ressalta que a tradução do título da obra de
Platão como “O Banquete” deixa de valorizar a forte relação que o evento
possuía com a literatura. A autora observa ainda que outros elementos próprios
do “Symposion” são excluídos por Platão, como o costume dos anfitriões oferecem
entretenimento com artistas. Em “O Banquete” a flautista é dispensada logo após
o jantar.
Essa
questão também é discutida por Gabriele Conelli no texto Porque Sócrates Não
Ficava Bêbado? Bêbadafilosofia No Simpósio De Platão, ele explica que Platão
considerava dois tipos de simpósios. Um do mal educados, em que era permitido a
comida, dançarinas e flautistas, enquanto no dos bem educados existia apenas
bebida e a fala bem ordenada. O texto é desenvolvido com foco em Sócrates e a
sua relação com o vinho e cm a embriaguez. Esse texto também é relevante para
os estudos por apresentar considerações importantes sobre o vinho que serão
pilares para a utilização desse elemento no trabalho. Conelli elabora três
relações principais de da divindade Dionísio com o vinho, primeiro a relação
com o nome, que ele também é chamado de “Bacchos e de Thýrsos (“bebida
embriagante”, nome de um antigo deus ugarita)”, o segundo em relação a
exposição de Sócrates, no diálogo de Crátilo de Platão, que:
‘Assim
Diónysos seria o mesmo que o didoús tón oínon, isto é “aquele que doa o vinho”,
e por isso podemos chamá-lo, jocosamente, de Didóiniso. E o oínos, o vinho, por
ele fazer oíesthai (crer) de ter noûs (inteligência) àqueles que bebem, pois
sentem-se mais sabedores, seria melhor chamá-lo, o vinho, de oiónous (“que faz
crer de ter inteligência’). (Cornelli. P. 02)
Além
dessas definições, também é abordada a associação de Dionísio com o vinho pelo
fato de entre as festividades dionisíacos, consideradas oficiais, existiam uma
era direcionada para saborear o vinho. O vinho também possui suas ambiguidades,
sendo exposto no texto como aquele que o bebem adquirem a “inteligência”, mas
também como bebida que estimulas os instintos mais ocultos do ser.
Essas
questões foram de estrema importância para o trabalho desenvolvido, sendo que
foi considerado justamente os paradoxos existente entre a proposta de um
banquete- no sentido mais próximo de jantar- enquanto no texto o jantar é a
parte anterior e não é abordada na obra. Como também em relação ao diálogo
sobre o amor, em que os presentem falam do sentimento, porém ele é exposto como
tema de estudo, e sua presença é pouco identificada. A força do vinho, também
presente com a simbologia da sabedoria, foi utilizado como elemento que
relacionava com a performance do vídeo. Era utilizado no momento de cozinhar o
livro como também, em taças cheias de vinho ao lado da exibição do filme.
Assim o
vídeo explora a contradição do nome banquete com a ausência de alimento, como
também se discutir sobre o amor, porém de forma distanciada, mais próximo de
busca de comprovações filosóficas do que a vivência. Além da própria reação da
artista em contato com essa obra. Enquanto o trabalho se desenvolvia surgiu o
impulso de unir a comida ao livros, de modo a transformar o próprio material
texto, com seus longos discursos e falas filosóficas em comida. Para realizar
isso o vinho fundamental. Na reação com esse processo, tentei ir adiante, e
comer esse livro, como se pudesse adquirir a sabedoria por esse alimento, como
se poderia adquirir por beber o vinho. Contudo, a reação que essa tentativa
provocou foi a ânsia de vômito.
Retomando
o processo de estudo textual, para compreender mais sobre a obra como um todo,
M.T.N. Schiappa de Azevedo também apresenta uma perspectiva geral da estrutura
do texto. Sendo o primeiro momento de apresentação dos personagens e situações
gerais do contexto em que os personagens se encontram. Adiante seriam os
discursos, em que os presentes estabelecem um tema e uma ordem e cada um
explana a respeito. E no Epílogo o autor considera uma nova ordem estabelecida
após os discursos. O ambiente é invadido por festeiro que passam pelo local e
viram a porta aberta. Assim, segue outro ritmo, alguns vão embora, outros
adormecem e o narrador esclarece que apenas Sócrates, Aristófanes e Ágaton
estão acordados. Nesse momento final, Platão ainda aproveita para realizar suas
considerações sobre a comédia e a tragédia pela fala de Sócrates.
Mas, de
uma maneira geral, Sócrates insistia em
fazer-lhes ver que o mesmo homem que sabe compor tragédias sabe também compor
comédias, e que aquele que tem a arte do poeta trágico tem também a do poeta
cómico. Eles cediam às suas insistências, já sem acompanharem bem as palavras
dele, pois estavam tontos de sono.(Platão. Trad. M.T.N. Schiappa de Azevedo.
2000.p.99).
As notas
esclarecem que nesse momento Platão estaria redimindo o comédia e a tragédia,
que no Texto de “A República” ele condena, mas neste outros texto ele admite
essa prática desde que utilizadas pela vertente filosófica. Segundo a pesquisadora
neste momento Platão também se observa superior aos artistas, que segundo ele
são capazes apenas de produzir a comédia e a tragédia, enquanto ele é capaz de
articular os dois opostos em suas obras.(Mais sobre o assunto em: Platão. Trad.
M.T.N. Schiappa de Azevedo. 2000.p.23).
Edson
Zampronha no texto “Representação e Percussão no Banquete de Platão” observa a
macro estrutura do texto referido considerando que existe uma equivalência
entre os diálogos realizados. O autor apresenta que ocorreram seis exposições
sobre o amor, e uma sobre Sócrates. Seguindo uma ordem progressiva de ascensão
aos graus de contemplação do belo. Os três primeiros Fedro, Pausânia e Erixímaco, abordam as “aparências” e “as virtudes do amor” (p.
102). Sendo que, os outros três para o autor são: Aristófanes, Ágaton, Sócrates
e Diotinia, e em seus discursos abordam “o ser e sua natureza” (p. 102).
Destacando que na fala de Sócrates ocorre a junção dos opostos pois Sócrates
com sua voz de homem cita a Diotinia. E o último diálogo para Zampronha
corresponde ao grau do “belo em si”, e não tem como mostra-lo, ou é visto ou
terá que ser representado e isso proporcionará um acesso imperfeito. Então o
último diálogo de Alcebíades seria a descrição do que ele viu de belo, no caso
Socrátes. Complementa ainda como cada um faz sua exposição sobre as suas
considerações considerando uma ordem, em constante progressão. Nesse contexto
podemos observar como mesmo todos tendo exposições próprias a obra segue com
apenas um grande narrados que é Platão.
Recorrendo
a outra questão importante de estudo do texto que reforça os paradoxos,
Gabriele Cornelli observa no
texto: “A culpa de Alcebíades: o Banquete de Platão como apologia de Sócrates”,
que logo no prólogo Platão discute a
veracidade e fontes sobre a história que será contada. Apresenta um percurso
confuso sobre a origem e veracidade dos fatos a serem narrados. Apolodoro, que
irá narrar o acontecido, e comenta que no dia anterior um conhecido veio lhe
procurar para saber da história do acontecido na casa de Ágaton, com Sócrates e
os outros presentes. Porém, esse conhecido já anuncia que conheceu essa
história pela narrativa de Felix filho de Felipe. Mas, que Apolodoro seria mais
indicado para contar a história. Na
sequência já questiona se ele presenciou o fato. Adiante Apolodoro esclarece
que não participou pois ainda era criança como aconteceu a comemoração na casa
de Ágaton. O emaranhado do texto ao mesmo tempo reforçam e enfraquecem a o teor
verídico das informações. Apolodoro afirma que ouviu a história de Aristodemo, a mesma pessoal que contou
para Felix. Isso seria um ponto que reforçaria a veracidade juntamente com o
fato que Apolodoro perguntou A Sócrates sobre o acontecido e teria tido a
confirmação dele que estava presente.
Ele analisa como
esse padrão se repete nos
diálogos de Platão nas obras Banquete, República,
Parmênides ou Teeteto.
Nesse
momento em que ocorre a confirmação de Sócrates, Cornelli questiona se essa
confirmação final teria alguma importância, pois essas informações estariam
dependentes do que o narrador Apolodoro iria se recordar no momento, pois é uma transmissão oral do que aconteceu sem
registros. Essa discussão entre o real e a ficção também se faz presente no
vídeo, considerando que existem partes gravadas na rua, e outras partes
realizadas em estúdio.
Na
continuidade sobre os aspectos de oposição de Platão, Cornelli também observa
como Platão procura falar si, considerando o “filósofo como o poeta maior”(p.
06) uma vez que ele escreve tanto no estilo da comédia como da tragédia, como
observado anteriormente também nos estudos de M.T.N Schiappa de Azevedo. No
texto de o Banquete podemos observar que o autor os aspectos da tragédia são
retomados com os mitos abordados. Enquanto a comédia é vista pelo uso de
personalidades conhecidas no cotidiano da época, por retratar a época e
costumes vigentes. Esses e outros aspectos da comédia podem ser vistos em
estudos como o de Maria de Fátima de Sousa e Silva, na tese de doutorado
Crítica literária na comédia grega : género dramático e no artigo A mulher na
comédia antiga: A Lisístrata da Aristófanes, de Margarida Maria de Carvalho.
Como no
texto Platão permeia entre a verdade e ficção, adiante na parte de videoarte do
trabalho artístico realizado são apresentadas imagens entre as que foram
coletadas nas saídas de campo com
imagens de estúdios. Além dos outros aspectos de dicotomias ressaltados
anteriormente.
O
processo artístico passou pelas complicações de definição de qual seria arte
mais relacionada e presente no produto final. Sem a preocupação de limitar o
trabalho realizado dentro de um único conceito, adiante será levantado relações
artísticas híbridas que permeiam o trabalho.
Para chegar
ao conceito de vídeoarte antes investiguei as questões mais gerais do cinema.
Considerei relevante para o trabalho algumas identificações de Jean-Claude
Bernardet, em O que é cinema?, quando
observa o período inicial do cinema, em que a câmera era fixa e registrava o
que acontecia. O filme era uma sucessão de “quadros”, entrecortados por
letreiros que apresentavam diálogos e
davam outras informações (...). A relação entre a tela e o espectador era a
mesma no teatro. A câmera filmava uma cena como se ela estivesse ocupando uma
poltrona na plateia de um teatro. (1985, 32).
Contudo,
o processo realizado no meu trabalho foi um pouco diferente, não trabalhei com
câmera parada, e sim na tentativa de diversas imagens. Observo um diálogo com o
trabalho no sentido que existem imagens coletadas na rua do que acontecia
naquele momento , estas foram organizadas em quadros juntamente com outros
materiais levantados.
No
momento de captação e análise de vídeo me deparei com o que Noel Burch menciona
na Práxis do Cinema, que a câmera não
é seletiva, a seletividade vem do olhar humano (2008, p.117). E vivenciei essa
experiência, como relatarei adiante, que as imagens captadas não correspondiam
as minhas expectativas por serem diferentes do que o meu olhar havia identificado.
Para melhorar essa questão retomei a edição na busca de organizar o material
coletado para demonstrar o que era discutido.
Outro
meio cinematográfico utilizado foi a edição. Segundo a organização das imagens,
das sequências e fluxos que procurei esclarecer qual era o discurso. Como base
para discussões sobre trabalho com vídeo, investiguei posteriormente os
conceitos de videoarte.
O livro Made in Brasil, três décadas do vídeo
brasileiro, com organização de Arlindo Machado, aborda diversas perspectivas
da videoarte. No artigo de Machado, “As
linhas de força do vídeo brasileiro”, apresenta como inicialmente a videoarte é mais explorada por artistas
plástico que buscavam outros meios para mostrarem seu trabalhos. Adiante o
autor explora a relação entre a câmera e o corpo do artista que se relaciona
com o processo realizado. Ele identifica que os primeiros vídeos eram também
registros de atos performáticos dos artistas.(p. 21). Percebo como nesse
aspecto o trabalho se aproxima do videoarte pela inclusão de partes da filmagem
de uma performance realizada – cozinhar o livro.
Sobre a
relação do vídeo com a performance Carolina Amaral de Aguiar em seu texto “VIDEOARTE
NO MAC-USP o suporte de ideias nos anos 1970”, no capítulo “O corpo é o motor
da obra”: vídeo e performance, ela destaca que devido ao momento histórico e as
limitações edição dos materiais contribuíram para os vídeos de performance.
Discute-se a relação de conflito que existe ao considerar o caráter efêmero da
performance, porém adiante conclui que a relação do vídeo com a performance ia
além do simples registro. Era a busca por se expressar com novos meios
tecnológicos.
Refletindo
um pouco mais sobre o conceito de performance destaco o conceito de Patrice Pavis:
performance ou performance art,
expressão que poderia ser traduzida por “teatro das artes visuais”, surgiu nos
anos sessenta (não é fácil distingui-la do happening*, e é influenciada pela
sobras do compositor John CAGE, do coreógrafo Merce CUNNINGHAM, do videomaker Name JUNE PARK, do escultor
Allan KAPROW). Ela chega a maturidade somente nos anos oitenta. (aspas,
asterisco, itálico, e maiúsculas do autor.2008 : 284).
O autor também define que a
performance “associa, sem preconceber idéias, artes visuais, teatro, dança,
música, vídeo poesia e cinema.”( 2008 :
284). Novamente o conceito utilizado remete ao termo a associação de diferentes
áreas artísticas que percorro no trabalho.
No livro Performance Studies, An
introduction, de Richard Schechner, no Segundo capítulo ele tenta definir o que é performance. Dentre suas
argumentações ele cita Erving Goffman, e Marvin Carlson. O primeiro, entre outros pontos a sua
definição de performance, resumidamente
é qualquer atividade de um participante em uma ocasião determinada, que de alguma
forma influencias os outros presentes. Se um participante e sua performance
tornam-se referência, os demais que contribuem
são o público, observadores ou
co-participantes.
Dentre
a abordagem de Carlson ele observa que o termo “performance” ao longo do tempo
tem se tornado popular nas áreas de
artes, literatura e ciências sociais. Assim, existem escritores de todas as
áreas procurando entender que tipo de atividade é essa. Ele ressalta que
considerar “performance” como um conceito contestável é importante para
compreendermos que é inútil buscar algum campo semântico que abrange simultaneamente o uso do termo performance relacionado ao
ator, ao aluno, ao automóvel.
A
partir dessas considerações, o performer surgiu no trabalho devido à cena que
foi registrada de uma ação artística e poética.
Adiante
no desenvolvimento do projeto senti necessidade de alguma materialidade
presente juntamente como o vídeo, proporcionando uma ambientação. Seria uma
também uma aproximação as videoinstalações.
Marcelo
R. Gobatto, em sua tese: “Entre Cinema e Videoarte: procedimentos disjuntivos
de montagem e narrativas sensórias”,
aborda a videoinstalação por um panorama próximo do que o trabalho
realiza. Entre outras reflexões sobre seu trabalho identifiquei o seguinte
ponto de convergência entre nossos trabalhos:
O que é
intensificado na videoinstalação, através da criação de um outro tempo-espaço a
que a experiência é submetida, um outro dispositivo difere da forma cinema
convencional (...) na medida que solicita uma outra participação do espectador,
não apenas uma participação psicológica.(Gobatto, 2009. P. 189).
Logo,
como almejei que o videoarte produzido não fosse apenas apresentado, ou
reproduzido, mas foi criado um ambiente de espaço e tempo distinto em que o
espectador poderia interagir, seja bebendo o vinho ou lendo os papeis colocados
no espaço, caracteriza-se por aproximar do que seria a videoinstalação. Por
estimular a participação do público.
O próprio
conceito de instalação em si está relacionado a esse aspecto de co-participação
do público, como também está associado a performance. Ressalto, este modo, mais
um ponto de convergência entre o projeto artístico realizado e o contato com a
instalação e a performance.
A
tese de Ana Maria Albani de Carvalho “Instalação como problemática artística
contemporânea: os modos de espacialização e especificidades do sítio” foi de
grande auxílio para esse estudo com muitos esclarecimentos a respeito dos
significados e características de uma instalação.
Em
sua pesquisa ela também relata dificuldades de realizar estudos sobre a questão
da denominação e o emprego do termo instalação. Ela aborda como ainda são
escassos os estudos sobre o terminologia e como a complexidade de alguns
“aspectos característicos das instalações dificultam o emprego dos métodos
usuais de pesquisa em história e crítica da arte” principalmente ao que se
refere ao registro da obra em fotografias.
Carvalho
defende que em sua tese não delimita o que “é uma instalação, mas o que se configura
(em uma situação delimitada no tempo e espaço) como tal” (itálico do autor.
2005: 22). Essa afirmação refere-se as
suas analises onde as instalações são compostas por elementos difíceis de serem
classificados e são diversificados. Além da possibilidade de desmontagem e
remontagem em locais diferentes, sendo que nesse intervalo das apresentações
não é possível apreciar a instalação.
A
pesquisadora também aborda “a imersão do espectador em um ambiente” o que ela
diz que algumas instalações “promovem simulações em que experimentamos a
dimensão espacial e temporal em uma situação dada isto é a obra” (2005; 52).
Na
minha concepção pessoal, carregada da vivencia que foi a produção do trabalho,
o produto final ainda que tenha o vídeo como principal suporte da sua realização,
permeia pela videoarte, videoinstalação, performance, não se limitando
unicamente a nenhum desses aspecto.
Ressalto
consequentemente que o propósito da interdisciplinaridade entre as áreas
artísticas foi obtido. Uma vez que a obra só pode existir pelas associações
realizadas entre esses aspectos.
Discussão
da realização e produção
Após
os primeiros contato com o material textual, já foram levantadas duas hipóteses
de produtos finais. A primeira era trabalhar com uma cena inspiradas nos
princípios da oralidade. Teria como base uma performance baseada no “O Banquete” de Platão.
A
cena exploraria a relação com o universo da oralidade e dos contadores de
história. O personagem será desenvolvido a partir de estudos e investigações
sobre performances e apresentações que tenham essas personagens. Como por
exemplo “Café com queijo” do grupo Lume e
com a pesquisa de Cecília Borges.
Seria um ator em cena. Ele iria contar
resumidamente a história do texto “O Banquete” de Platão. O ator performer
estaria constantemente em interação com a plateia. Explorando também a sedução
do público por meio da comida. A pretensão ao utilizar um ator contanto a
história seria relacionar com o aspecto do texto de Platão que é escrito em
forma de diálogo, mas com uma perspectiva monológica. Contudo, essa primeira
proposta não seria muito adequada ao que se pretendia da disciplina, de afastar
da oralidade.
O
trabalho então se encaminhou por outro percurso. Pela investigação da relação
da comida com o amor por registros audiovisuais. O mote inicial era realizar
pequenos vídeos de jantares românticos. Contudo, dentro da proposta deste
trabalho encontra-se as limitações de domínio de equipamentos no campo
audiovisual por esta pesquisadora. Assim, essa questões também correspondia a
um dos estímulos da disciplina de investigar meios artísticos além da zona de
conforto.
Então determinei as etapas que
seriam seguidas nesse processo.
Cronograma inicial de
planejamento:
|
Mês
|
Atividade
|
|
Setembro
|
· Estudos do texto: O Banquete, de Platão.
· Levantamento de bibliografia e estudos sobre o
autor e a obra citados acima.
· Levantamento de bibliografia sobre audiovisual.
· Aprimorar domínio de materiais de captação e
edição de vídeo.
|
|
Outubro
|
· Coletar material de vídeo terças e quintas.
· Analisar as imagens quartas e sextas.
· Assistir filmes que inspirem.
· Investigar trilha sonora.
|
|
Novembro
|
· Edição de vídeo, imagens e áudio.
|
|
Dezembro
|
· Ensaio com a turma da disciplina.
· Apresentação.
|
Simultâneo
aos estudos textuais, realizei um levantamento entre possíveis equipamentos que
poderiam ser utilizados para o registros dos vídeos. Como a intenção era cenas
espontâneas, captadas sem que a filmagem fosse notada, os possíveis
equipamentos elencados foram: celulares com filmadoras, maquinas fotográficas
que realizam filmagens e vídeos e mesmo filmadoras discretas.
Como base para o trabalho vídeo
busquei me familiarizar com programas de edição de vídeo a áudio.
Compartilhando com a turma minhas limitações em relação ao domínio nessa área,
fui indicada a utilizar o Windowns Movie Maker. Para aprimorar meu conhecimento
sobre o programa investiguei na internet como ele funciona e segui pelo método
de experimentação com outros materiais de vídeo que eu possuía. Com o tempo a
prática em relação ao programa foi aumentando.
Ao final do primeiro mês me preparei para a
atividade de coletar o material. Para isso foram selecionados inicialmente três
locais de Brasília: O Beirute, Tio Gu café e Creperia e Sabor Brasil.
Primeiramente
investiguei um local tradicional de Brasília. Escolhi o Bar Beirute como
primeiro lugar para coletar as imagens. Bar tradicional da cidade, eleito o
melhor boteco da cidade pela revista Veja, Edição Especial Brasília, Comer e
Beber 2011. Não foi possível seguir exatamente o planejamento de outubro. Após
a primeira experiência de coleta de vídeo, notei que terça-feira não era o dia
mais indicado para conseguir encontrar casais em clima romântico jantando.
Pelas imagens percebi que o mais comum eram grupos de amigos ou colegas de
trabalho confraternizando. Assim, as primeiras imagens coletadas não foram
muito satisfatórios para os objetivos almejados. Retornei ao bar nos dias sete e oito de outubro, de 2011.
Respectivamente uma sexta-feira e um sábado e então consegui captar algumas
imagens interessantes.
No
domingo durante a análise das imagens me decepcionei novamente. A qualidade do
vídeo estava muito baixa. Era complicado acompanhar o que estava acontecendo, e
um dos momentos que eu havia considerado interessante no vídeo era pouco
perceptível. Correspondia a passagem que eu chamava de “Florista”, quando um
vendedor de rosas oferece um rosa vermelha ao casal que eu estava filmando. A
imagem ficou com muita interferência e no vídeo não teve o impacto que eu
almejava. Assim, antes de segui para o próximo momento de captação de vídeo
procurei refletir mais sobre como seria
esse trabalho. Essas minhas dificuldades foram levantadas também durante as
aulas. Com o auxilio das orientações do colegas dos professores, compreendi que
o trabalho maior para mostrar no trabalho final as cenas sob a minha
perspectiva seria a partir do que fosse construído na edição das imagens.
O
Segundo local selecionado foi a O Tio Gu Café Creperia – Brasília.
Franquia vinda de Itacaré, também está
entre as Creperias selecionadas pela revista Veja. Ambiente que tenta criar um
clima praiano. Este local cria um contra ponto com o anterior, considerando que
é novo na cidade e o clima que propõe distancia um pouco do mais tradicional em
Brasília. Este local também é recomendado no site que é guia oficial de
Brasília. No início do ano também ficou entre os locais mais apreciados pelos
frequentadores do evento Restaurant Week segundo o Blog: http://devorandobrasilia.com/tio-gu-cafe/.
Os
registros de imagens foram realizado nos dias dezenove a vinte de outubro de
2011, respectivamente uma quarta-feira e quinta-feira. No primeiro dia as
imagens sempre são piores. No segundo dia, mais familiarizada com o ambiente é
possível escolher melhor o foco de filmagem. O momento de análise das imagens
ainda ocorre nos finais de semana. Contínuo decepcionada com os resultados
obtidos.
Contendo
a insatisfação segui para o terceiro local selecionado para coletar a imagens.
O meu destino foi o bar Talher Brasil. O
estabelecimento não é tradicional como o Beirute, mas também não é novo como
Creperia. Considerei esse local por ser um ambiente familiar, e almejava
encontrar casais em momentos mais longos dos relacionamentos. No primeiro dia,
vinte e sei de outubro de 2011, foi interessante observar o jogo de planos que
era possível realizar neste ambiente.
Por ser um local fechado mas amplo podia-se captar mais de um casal por
vez. No segundo dia, consegui realizar a filmagem de dois casais, um mais
jovem, apaixonados e empolgados, e um mais estabilizado. Foi interessante
possuir essas imagens em contra ponto.
Mesmo
tento atingido um melhor nível nas imagens, ainda não me satisfazia.
Paralelamente estive em contate pesquisa de imagens na internet que pudessem
representar as diversas formas de amor e afetividade. Imagens de estúdios de
casais. Também investiguei imagens que exploravam uma relação com a comida.
Nesta segunda pesquisa me chamou muito a atenção as imagens do fotógrafo Ted
Sabarese, em que os modelos utilizavam roupas de comidas, elaboradas por Sung
Yeonju. Também
me impressionou as imagens da modelo Crystal Renn, no editorial da revista
Vogue Paris, pelo fotógrafos Terry Richardson e Carine Roitfeld.
Durante
as discussões nas aulas, para ampliar meu contato com modelos de filmes que
possuíssem fluxo de imagens, foi recomendado assistir Inicialmente tenho
imaginado um documentário com fluxo de imagens que serão coletados em bares de
Brasília. As imagens almejadas buscam casais que estejam em jantares românticos
onde se pode observá-los em conquista e ao mesmo tempo que comem.
Em
diálogo com os professore se com a turma surgiu a indicação para inspiração de
vídeos documentário com fluxo de imagens. Assim, seguindo as orientações
assisti: Koyaanisqatsi - Uma Vida Fora de Equilíbrio e Powaqqatsi - A Vida em
Transformação. E foi magnífico. Um banquete de imagens e ideias d e possíveis
organizações entre as imagens coletadas e as selecionadas na internet.
Já
durante o mês de novembro realizei algumas possíveis edições dos materiais.
Nesses experimentos nas aulas foi identificado um corte e rupturas muito
bruscas entre as fotos e o material de vídeo registrado. Ainda foi refletido
sobre em que o projeto artístico seria apresentado. Inicialmente existia a
ideia de uma gaiola, que permitisse a entrada do público ou sua relação de
voyeur sobre o que estava sendo apresentado. A estrutura da gaiola não estava
disponível para ser utilizada. Assim, a ideia modificou-se para um ambiente
apertado, fechado com taças de vinho e o livro “O Banquete” despedaçado pelo
local. Porém, na apresentação para a turma, esse ambiente não foi muito
apreciado, por quebrar a ideia do voyeur. Assim, na apresentação final ficou
uma bancada com o vídeo, as taças de vinho e um voal, tecido fino e
semitransparente, que permitia ao público assistir o filme através dele, ou
adentrar o ambiente.
Também
foi questionado sobre a necessidade de uma quebra social. Todas as imagens
registradas eram em locais de classe média alta. Seguinte este estímulo
realizei mais uma coleta de vídeo. O local selecionado foi a Rodoviária de
Brasília. Local dentro da cidade, localizada no ponto central da capital do
país e reúne o tráfego de pessoas de diferentes classes sociais.
Mantendo
o foco sobre a investigação de restaurantes e casais, fui para um restaurante
localizado na Rodoviária. Diferente dos outros locais, investiguei realizar a
filmagem por diferentes ângulos e perspectivas de profundidade.
Ainda
como todo esse material coletado, sentia a necessidade produzir algumas cenas.
Desse modo surgiu o estímulo para desenvolver uma performance em que seria
explicitado a minha relação pessoal com a obra “O Banquete”, é o ponto base
desse projeto artístico. Seguindo por este impulso, elaborei um roteiro
simples: cozinhar o livro e comê-lo. Para explicitar as ânsias levantadas
durante o processo e descritas anteriormente. A filmagem seguida gerou um
material de 15 minutos de cena. Para adequar esse material aos outros vídeos e
imagens, foram realizados cortes, que geraram 18 cenas, de durações variáveis.
Mais uma vez, esse material foi elaborado e editado. O contato com a turma
também proporcionou outras reflexões sobre esse momento de utilização de
imagens produzidas e as coletadas. Infinitos rodeiros e edições foram elaborados
e experimentados até a obra final.
No
momento de edição também ficou evidente como o pouco domínio sobre os
equipamentos audiovisuais e de edição influenciaram o produto final. Vários
recursos e intervenções foram pensados porém não puderam ser realizados.
Também
compreendi tardiamente, de modo mais amplo as orientações sobre a necessidade
de investigar a relação com outras classes. Teria sido interessante ressaltar o
outro lado da relação com a comida, destacando os opostos entre as classes
altas e a fome a miséria. Esse aspecto tentei remediar utilizando imagens da
internet que possuía das minhas pesquisas da relação com o alimento. Contudo,
não houve tempo hábil para coletar imagens que retratassem essa perspectiva.
A
questão sonora também foi defasada. Inicialmente a ideia era trabalhar com os
sons ambientes. Novamente seria necessário domínio de técnicas que alterassem e
manipulassem o som. Como nessa área meus conhecimentos não permitiram trabalhar
com o som ambiente. Outra falha foi perceber essa questão com pouca
antecedência para a apresentação. Logo a trilha sonora selecionada foram duas
músicas de Naná de Vasconcelos: “Corpos de luz” e “Olho no olho”. Com os poucos
conhecimentos sobre edição de áudio apenas uni as duas músicas de forma alteradas
para que preenchessem o filme. A escolha não foi de todo aleatória. As
percussões do artista permitiam chamar atenção para o vídeo e para o espaços em
que ele se encontrava. Além de possuírem um ritmo forte que compôs muito bem
com o que possuía de visual na obra. Entre muitas limitações e dificuldades o
trabalho final foi realizado a apresentado.
Conclusão
A
realização completa desse trabalho, desde as primeiras concepções até a
materialização final do produto, proporcionou-me uma enorme contribuição para
minha formação no âmbito artístico e pessoal.
As
primeiras inspirações começaram abstratas, e somente durante a prática da
captação e edição das imagens que pude perceber quais seriam os verdadeiros
limites e possibilidades dessa realização artística. Isso proporcionou um
exercício constante entre a percepção do que seria viável e a capacidade de
rápida adequação aos novos pressuposto. Foi um exercício valioso para a
reflexão sobre as inúmeras mudanças que se operaram da passagem entre a
concepção mental e a realização prática, que me proporcionaram uma maior
compreensão geral do fazer artístico.
Todo o
material levantado e organizado pretendiam estimular as pessoas em reflexões
gerais. A relação com o texto de Platão existia permeando todo o trabalho.
Entretanto a proposta não era reforçar e enfatizar esse aspecto. Era visível,
não exaltado.
A
necessidade de materializar as propostas elaboradas favoreceu para a percepção
do limiar entre planejamentos e a realidade do trabalho artístico. Foi
complicado desfazer de idéias que pareciam tão esplendidas na imaginação e
quando se concretizavam estavam aquém do esperado, como ocorreu inúmeras vezes
com as imagens coletadas.
Apreciei a relação estabelecida entre a teoria
e prática. Todos os materiais teóricos foram fundamentais para o embasamento do
produto final.
Observo
que os maiores problemas estiveram relacionado com o desafio de dominar o
audiovisual em todos os seus processos. Muitas soluções concebidas necessitam
ser reduzidas ou simplificadas para serem realizadas dentro do meu domínio de
edição de manipulação dos sons e imagens.
Todavia,
sinto-me satisfeita com os resultados alcançados, afinal ainda que não tenha
atingido os melhores níveis de qualidade estética, foi um desafio superado.
Estive presente e realizei em todas as etapas de criação e realização.
Todas as
situações de adversidades foram solucionadas, mesmo que isso tenha levado a uma
redução no padrão estético da obra, não se tornaram impedimentos para a
execução da obra. Muitas das soluções
encontradas partiram das discussões em sala de aula e do auxílio de colegas que
possuíam maior domínio do audiovisual.
Como um
produto final vejo várias questões de aprimoramento técnico e estético que
precisam ser mais trabalhadas, e que tem plenas chances de se realizarem numa
produção com maior prazo de execução, uma equipe profissional, bem qualificada,
que ajude nessas questões e um apoio financeiro adequado as demandas.
A obra agora encontra-se em momento de
reestruturação. Será levantadas as possibilidades de reorganizá-la considerando
as questões apresentadas acima para seu aperfeiçoamento. Considerando a
possibilidade de outras exibições do trabalho em diferentes locais de Brasília
para que amplie o público que possa ter contato com a obra, como também a minha
experiência em gerenciar um projeto nesse nível.
Fonte
de pesquisa:
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